1 de julho de 2013

Mansidão- Frutos do Espírito!


MANSIDÃO
Se paciência é a habilidade de suportar oposição e crítica sem irar-se, então mansidão é a habilidade de suportar tais coisas sem agressão. Mansidão é aprender como reagir a críticas, rejeição ou a males que nos são feitos, não com violência ou autodefesa, e um tipo de postura hostil que surge, não ser cheio de espinhos quando as pessoas não são exatamente o que queremos que sejam, mas, pelo contrário, responder com brandura, sem ira, sem amargura, na verdade por estarmos realmente cientes de que somos tão imperfeitos, humanos, falhos quanto todo mundo, e a outra pessoa que me fez algum mal pode estar tão magoada quanto eu, e eu reagir com agressão, isso só piorará as coisas.
A mansidão também é muito próxima à humildade. De fato, às vezes elas vêm juntas. Quando você olha para Efésios 4:2, quando ele apresenta a primeiríssima coisa que ele diz que os novos convertidos devem fazer quando estão andando num caminho que é consistente com seu chamado, é terem toda humildade e mansidão. Este é seu ensino.
No mundo antigo no qual Paulo cresceu, o mundo greco-romano, mansidão e humildade não eram realmente consideradas virtudes boas de se ter. Aristóteles, o grande filósofo grego, incluiu a mansidão, a palavra que Paulo usa em sua lista de virtudes, como um meio-termo entre excessiva raiva e ira, e a inabilidade de se irar quanto a qualquer coisa. Então Aristóteles diz que mansidão está no meio do caminho. Mas a humildade era, na verdade, desprezada no mundo antigo. Não era uma virtude de maneira nenhuma. Homens de verdade eram heróis; homens de verdade queriam exercer poder, força física, predominância, habilidades e ser heroicos. E isto, é claro, faz parte de um mito que chega a nós por filmes hollywoodianos, e através de todos esses super-heróis sobre os quais lemos, homens de capa, pessoas que são irresistíveis, poderosas, e que sabem o que fazem. E a virtude bíblica da mansidão é diametralmente oposta dessas coisas, mas ainda é considerada como uma força e um fruto do Espírito Santo.
Vamos pensar, em primeiro lugar, na mansidão de Deus no Antigo Testamento. Ora, esta pode não ser uma qualidade de Deus que você associaria imediatamente ao chamado “Deus do Antigo Testamento”, e ainda assim, quando você lê o Antigo Testamento, os salmos e os profetas frequentemente falam da mansidão de Deus. Por exemplo, o famoso Salmo 23 fala de Deus como um pastor que ama, cuida e supre suas ovelhas. Eu amo aquela história de Elias em 1 Reis 19, você se lembra? Quando Elias estava fugindo de Jezabel temendo por sua vida, e caiu numa espécie de depressão suicida. E Deus o encontra no deserto, sob uma árvore desejando morrer. E o que Deus faz? Basicamente Deus o conforta. Deixa-o dormir, e depois o acorda para tomar café-da-manhã. E a comida que Deus lhe deu foi pão recém assado no céu, entregue por um anjo. Então Deus o levou de volta para o Monte Sinai, e novamente lhe dá uma demonstração audiovisual de terremoto, vento e fogo. Mas então, o texto diz que Deus não estava naquelas coisas. Quando Deus falou a Elias, foi, como costuma ser traduzido, uma pequena e tranquila voz, ou em nossa tradução moderna, um manso sussurro. E depois de lidar com Elias tão mansamente, Deus manda Elias de volta e o restaura a seu trabalho. Então a mansidão de Deus no Antigo Testamento está lá.
E então podemos pensar na mansidão de Jesus. Assim como dizia um antigo hino infantil: “Manso Jesus, gentil e brando”. Isso certamente não significa que Jesus era um banana; que ele nunca dizia palavras fortes, que ele sempre era legal com todo mundo, pois nós sabemos que Jesus podia falar duramente e podia lidar com transgressões com bastante honestidade e sinceridade. Mas ele o fazia de uma maneira mansa. De fato, há uma famosa passagem em Mateus 11:28-30 onde Jesus diz o seguinte: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.
Então não é de surpreender com este contexto das histórias do Antigo Testamento e com o ensino e o exemplo de Jesus, que o apóstolo Paulo tenha transformado a mansidão, que era uma das qualidades desprezadas do mundo que o cercava, em uma das principais virtudes do cristão, e um dos elementos-chave do Fruto do Espírito. Paulo, é claro, foi um modelo dela. Talvez ele não tenha achado fácil ser manso, mas quando ele teve algumas coisas duras para dizer à igreja de Corinto, ele prefacia o que dirá com estas palavras: “Rogo-vos pela mansidão e humildade de Cristo…”
Então, qual é a fonte desse tipo de mansidão contracultura? Bom, Paulo diz que é o Fruto do Espírito, e ele cresce em nós conforme o Espírito habita em nós. Mas penso que vem especialmente da humildade que, como eu disse, frequentemente vem junto com a mansidão. A humildade é aquela profunda autoconsciência, aquele conhecimento de que eu sou tão imperfeito, tão humano e tentado quanto qualquer um. Portanto, quando outra pessoa comete um erro, ou derruba algo e quebra, ou perde a chave do carro, ou esquece de fazer o que prometeu, eu me lembro que poderia facilmente ter sido eu. Então não reajo com ira, irritação, mas com humildade e autoconhecimento, posso reagir mansidão: A mansidão de Jesus. O Fruto do Espírito.
Por: Chris Wright. © Copyright The Langham Partnership. Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Website: http://www.9aday.org.uk/

14 de junho de 2013

4 Falsos evangelhos: CUIDADO!


O que É o Evangelho?
O evangelho são as boas novas acerca do Jesus Cristo fez para reconciliar pecadores com Deus. Aqui está a história toda:
  1. O Deus único, que é santo, nos criou à sua imagem para que o conhecêssemos (Gn 1.26-28).
  2. Todavia, nós pecamos e nos separamos desse Deus (Gn 3; Rm 3.23).
  3. Em seu grande amor, Deus enviou o seu Filho Jesus para vir como rei e resgatar o seu povo dos seus inimigos – sobretudo do próprio pecado (Sl 2; Lc 1.67-69).
  4. Jesus estabeleceu o seu reino ao atuar, de uma só vez, como um sacerdote mediador e um sacrifício sacerdotal – ele viveu uma vida perfeita e morreu na cruz, assim cumprindo ele mesmo a lei e tomando sobre si a punição devida ao pecado de muitos (Mc 10.45; Jo 1.14; Hb 7.26; Rm 3.21-26; 5.12-21).
  5. Ele agora nos chama ao arrependimento dos nossos pecados e à fé em Cristo somente, para o nosso perdão (At 17.30; Jo 1.12). Se nos arrependermos  e confiarmos em Cristo, nascemos de novo para uma nova vida, uma vida eterna com Deus (Jo 3.16).
Então, essas são boas novas.
Uma boa maneira de resumir essas boas novas é descortinar biblicamente as palavras Deus, homem, Cristo, resposta.
  1. Deus. Deus é o criador de todas as coisas (Gn 1.1). Ele é perfeitamente santo, digno de toda adoração, e há de punir o pecado (1Jo 1.5; Ap 4.11; Rm 2.5-8).
  2. Homem. Todas as pessoas, embora criadas boas, tornaram-se pecaminosas por natureza (Gn 1.26-28; Sl 51.5; Rm 3.23). Desde o nascimento, todas as pessoas estão separadas de Deus, são hostis a Deus e estão debaixo da ira de Deus (Ef 2.1-3).
  3. Cristo. Jesus Cristo, que é plenamente Deus e plenamente homem, viveu uma vida sem pecado, morreu na cruz para suportar a ira de Deus em lugar de todos aqueles que haveriam de crer nele, e ressuscitou do sepulcro para dar vida eterna ao seu povo (Jo 1.1; 1Tm 2.5; Hb 7.26; Rm 3.21-26; 2Co 5.21; 1Co 15.20-22).
  4. Resposta. Deus chama todos os homens, em todos os lugares, para que se arrependam de seus pecados e creiam em Cristo a fim de serem salvos (Mc 1.15; At 20.21; Rm 10.9-10).
(Parte deste material foi adaptado de O Evangelho e a Evangelização, de Mark Dever, p. 55, publicado pela Editora Fiel)

Quais São Algumas das Mensagens que as Pessoas Falsamente Chamam de “O Evangelho”?

  1. Deus quer nos tornar ricos. Alguns pregadores atualmente dizem que as boas novas são que Deus deseja nos abençoar com abundância de dinheiro e possessões – e tudo o que nós precisamos fazer é pedir! Mas o evangelho é uma mensagem sobre bênçãos espirituais (Ef 1.3): Deus enviou Jesus Cristo para morrer e ressuscitar por nós, a fim de nos justificar, reconciliar com Deus e nos dar vida eterna com Deus (Rm 3.25-26; 6.23; 2Co 5.18-21). Além disso, a Bíblia promete que os cristãos não terão prosperidade material nesta vida, mas tribulação (At 14.22), perseguição (2Tm 3.12) e sofrimento (Rm 8.17), sendo que um dia todas essas coisas darão lugar a uma glória indizível (2Co 4.17; Rm 8.18).
  2. Deus é amor e tudo está bem conosco. Algumas pessoas pensam que o evangelho significa que Deus nos ama e nos aceita exatamente como somos. Mas o evangelho bíblico confronta as pessoas como pecadores que enfrentarão a ira de Deus (Rm 3.23; Jo 3.36) e então mostra-lhes a solução radical de Deus: a morte de Jesus na cruz, pela qual ele carregou os pecados do povo de Deus. Este evangelho chama as pessoas a uma resposta igualmente radical: a se arrependerem de seus pecados e crer em Cristo para a salvação.
  3. Nós devemos viver corretamente. O evangelho não é uma mensagem que nos ensina a viver uma vida melhor e, assim, nos tornar justos diante de Deus. Na verdade, o evangelho nos ensina exatamente o oposto: nós não podemos fazer o que agrada a Deus e nós jamais poderemos nos tornar aceitáveis a ele (Rm 8.5-8). Mas as boas novas são que Jesus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos: ao viver uma vida perfeita e suportar a ira de Deus na cruz, ele assegurou a salvação de todos aqueles que dão as costas para o seu pecado e creem nele (Rm 5.6-11; 8.31-34).
  4. Jesus veio transformar a sociedade. Algumas pessoas acreditam que a missão de Jesus era transformar a sociedade e fazer justiça ao oprimido por meio de uma revolução política. Mas a Bíblia ensina que este mundo só se tornará justo quando Jesus vier novamente trazendo novos céus e nova terra (2Ts 2.9-10; Ap 21.1-5). O evangelho é, fundamentalmente, uma mensagem sobre a salvação da ira de Deus por meio da fé em Cristo, não a transformação da sociedade nesta era presente.
(Parte deste material foi adaptado de Nove Marcas de Uma Igreja Saudável, de Mark Dever, p. 82-102,  publicado pela Editora Fiel)

Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2013 9Marks. Usado com Permissão. Original: What is the gospel? e What are some messages that people falsely claim are the gospel?
Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: 4 Falsos Evangelhos: Cuidado!
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

"Our God - Chris Tomlin



Water You turned into wine
Opened the eyes of the blind
There's no one like You
None like You

Into the darkness You shine
Out of the ashes we rise
There is no one like You
None like You

[Chorus]
Our God is greater
Our God is stronger
God You are higher than any other
Our God is Healer
Awesome in power
Our God
Our God

Into the darkness You shine
Out of the ashes we rise
There's no one like You
None like You

Bridge:
And if our God is for us
Then who could ever stop us
And if our God is with us
Then what can stand against...

Link: http://www.vagalume.com.br/chris-tomlin/our-god.html#ixzz2WDhU0dzL


Tradução - 
Transformou àgua em vinho
Abriu os olhos dos cegos
Não há ninguém como Tu
Nada como Tu

Na escuridão Você brilha
Fora das cinzas que sobem
Não há ninguém como Tu
Nada como Tu

[Refrão]

Nosso Deus é maior
O nosso Deus é mais forte
Deus Você é maior do que qualquer outro Deus
Nosso Deus cura
É grande em PODER!
nosso Deus
nosso Deus

Na escuridão Você brilha
Fora das cinzas que sobem
Não há ninguém como Tu

Nada como Tu

11 de junho de 2013

NAMORO? O que a biblia diz a respeito?

Então, o que é o namoro? Uma vez que a Bíblia aparentemente não fala sobre isso, podemos praticá-lo como quisermos?

Pois é, nós não encontramos a palavra “namoro” na Bíblia. Todavia, a Palavra de Deus fala de compromissos pré-nupciais (noivado) e pós-nupciais (sexo/casamento).
Um bom exemplo que temos é o relacionamento entre José e Maria. Eles eram noivos e não se conheciam sexualmente (Mt 1.18 e Lc 1.27). Havia um compromisso sério entre eles, que, na época, eram provavelmente adolescentes. Casamentos aconteciam cedo há dois mil anos atrás. Diferentemente de nosso tempo.
O namoro é um traço de nossa cultura que não existia na época bíblica. Os cristãos dão ao namoro o mesmo peso do noivado, entendendo-o como uma preparação para o casamento. Para os cristãos, namoro não é curtição, mas preparação.
Cristãos não namoram para se conhecer. Cristãos namoram porque já se conhecem o suficiente para caminhar um tempo, rumo ao matrimônio. Eu costumo colocar o namoro na mesma categoria do noivado. A Bíblia não me dá a categoria “namoro”. Logo, eu a defino com aquilo que há de mais próximo dela, o noivado.
A Bíblia não reconhece um relacionamento entre cristãos que não estejam se preparando para o casamento. Há muitos que afirmam: “será que todos os casais cristãos namoram para casar?” Realmente, eu não sei. Mas, deveriam! Se não podem pensar em casar, não devem nem começar a namorar.

O que a Bíblia diz sobre a pessoa com quem o cristão deve namorar? Será com qualquer um?

Quando Deus criou o homem, ele disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Deus nos criou para que nos relacionássemos com outras pessoas. E o primeiro relacionamento que Deus proporcionou ao primeiro homem, foi o relacionamento com uma mulher.
Adão e Eva eram puros e tinham comunhão com Deus. Ali se via um relacionamento perfeito e agradável a Deus. Todavia, ambos deram as costas a Deus e a beleza do relacionamento entre homem e mulher começou a ser manchada.
Quando os seres humanos começaram a voltar-se para Deus, Deus começou a falar do cuidado que eles deveriam ter em seus relacionamentos. E a principal orientação foi: “Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos” (Ed 9:12).
O que Deus está dizendo aqui? Quando os judeus voltaram do cativeiro babilônico, a terra em que entrariam estava abarrotada de gente “normal”, alguns diriam hoje. Mas, segundo Deus, pessoas com almas imundas, cheias de pecado e violência. Ou seja, pessoas que não temiam a Ele.
O ponto não era o fato de serem ou não judeus, mas de não temerem a Ele e Sua Palavra. E o conselho que Deus deu foi este: afastem-se deles.
Quer namorar e ser fiel a Deus? Então, comece excluindo os candidatos e candidatas que não estejam “no Senhor” (1Co 7.39), ou seja, que não estejam ligadas a Cristo. A pessoa que está ligada a Cristo é aquela que está crucificada com Cristo, que morreu para este mundo e que vive para a glória de Deus. É uma pessoa que traz você para mais perto de Deus. Pense nisso antes de começar a namorar!

Qual o conselho de Deus para alguém que quer namorar um incrédulo?

Via de regra, o conselho de Deus no Antigo Testamento (Ed 9-10, Ne 13.26, Am 3.3) sempre foi que o Seu povo não se casasse nem se relacionasse de modo sério com pessoas que não O temessem.
No Novo Testamento, o conselho não mudou. Deus continuou aconselhando seus filhos e filhas a casarem-se somente com pessoas que fossem, como eles, “templo do Espírito Santo”, ou seja, pessoas regeneradas (2Co 6.14-7.1; 1Co 7.39b).
A tristeza de Esdras no capítulo 9 de seu livro é algo que falta na vida dos cristãos de nosso tempo. A razão de sua tristeza era que a maioria do povo havia se casado com pessoas que não temiam a Deus.
Hoje, não há arrependimento, mas remorso. Não há disposição para obedecer a Deus, mas ao próprio coração. A tristeza de Esdras nos lembra que é possível nos arrependermos de algo que fizemos, ainda que esse algo pareça ser tão inofensivo, tão bobo, tão pequeno.
Quer namorar e ser fiel a Deus? Então, esqueça aquele rapaz que “parece” um anjo, mas que, aos olhos de Deus, está repleto de trevas. Afinal, “que união há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente” (2Co 6.14-16).
Se você é um filho de Deus e deseja ouvir o conselho de Seu Pai, então você deve deixar todo e qualquer namoro com um não-convertido, afastar-se dele, não tocá-lo, não andar mais com ele. Se você fizer isso, Deus promete que você será filho(a) dele, e que Ele será o seu Deus.

Escrito por: Wilson Porte
Por: Voltemos ao evangelho 

A luta contra o pecado - CLODOALDO MACHADO

Pastor Clodoaldo Machado pastoreia a Igreja Batista Parque Industrial em São José dos Campos - SP desde o ano 2000. É bacharel em teologia pelo Cetevap - Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba, e pós graduado em aconselhamento bíblico pela Faculdade Teológica Batista de Campinas e Southeaster Baptist Seminary (EUA). Pr.Clodoaldo é casado com Patrícia e tem dois filhos, Nathan e Nathalia.



Quando aconteceu nossa conversão, imediatamente fomos colocados num campo de batalha. Iniciamos uma guerra que seguirá até o fim de nossas vidas neste mundo. Esta é a guerra contra o pecado. Somente os salvos travam esta batalha. Quando não éramos filhos de Deus, não oferecíamos resistência ao pecado, pelo contrário, Jesus disse que éramos escravos dele e, por isso, sempre o servíamos. "Digo- lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado." (Jo.8.34). No momento de nossa conversão, Jesus nos libertou da escravidão do pecado, nos fez Seus servos e passamos então a ter o pecado como nosso inimigo.
Muitos crentes ignoram este fato e não parecem estar numa guerra. Como escreveu John McArthur: "Hoje, boa parte da igreja visível, parece imaginar que os cristãos devem estar numa diversão, e não numa guerra." (A Guerra pela Verdade. Editora Fiel. p.15). Se somos verdadeiros cristãos, estamos numa grande batalha e esta é uma batalha que requer nossa constante atenção. Ainda que não sejamos mais escravos do pecado, ele continua habitando em nós e quer exercer seu domínio. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, disse que em sua carne não habitava bem nenhum, pois sabia que ali era a habitação do pecado (Rm 7:18,20). Nesta batalha nosso inimigo não está longe, ele está muito perto, está dentro de nós, na nossa carne.

Como então podemos obter vitória nesta tão importante batalha?
Primeiro temos que ter a consciência de que esta batalha existe. Não podemos ignorar esta luta, não podemos ignorar nosso inimigo. Não podemos, de forma alguma, achar que esta é uma luta fácil. Quando um crente não tem consciência desta luta e não reconhece sua dificuldade, mas encara a vida cristã como um mero estilo de vida que escolheu para si, ele perde esta batalha. Sua vida então não reflete o caráter de Deus e Deus não é glorificado por ele. Infelizmente  vemos muitos que se dizem seguidores de Jesus e que não demonstram estar numa batalha. Desejam um evangelho que lhes ofereça muito entretenimento, muita distração, muitas frases de efeito, muita música (e estas sem letras pensadas e refletidas), muita diversão de fato. O caminho em que estão não se parece como aquele apontado por Jesus. Nosso Senhor foi enfático ao dizer que a porta é estreita e o caminho é apertado. "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela." (Mt 7:13,14). Portanto, não se passa por este caminho como num passeio no bosque. Passa-se, sim, com os olhos bem abertos, vigilantes, observando minuciosamente para não sermos surpreendidos pelo inimigo. É preciso ter a consciência de que estamos numa batalha.
Segundo, é preciso sermos sensíveis à pessoa do Espírito Santo. Ao nos enviar para esta batalha, Deus não nos deixou a sós. Ele deu-nos seu Santo Espírito que sempre está conosco. Jesus disse: "E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco."(Jo 14:16). O que o Espírito Santo faz em nossas vidas? O evangelho de João nos diz que uma das coisas que Ele faz é nos ensinar e nos lembrar de tudo o que temos aprendido. "Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (Jo 14:26). Em nossa batalha contra o pecado, isto é muito importante. Quando somos lembrados daquilo que temos aprendido é para que pratiquemos e, assim, não soframos a derrota. Por isso, não devemos ignorar esta lembrança que o Espírito Santo nos faz. O apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses: "Não apagueis o Espírito". (1 Ts 5:19). Por ignorar o agir do Espírito em sua vida, o crente se torna insensível e assim o apaga. Isso nos leva a concluir que muitos crentes podem estar caminhando fora dos padrões de Deus por estarem ignorando o agir do Espírito Santo em suas vidas.
Outra ação do Espírito Santo está relatada em Romanos 8:16: "O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus."  É uma ação importante dele ao nosso favor. No contexto deste versículo, o apóstolo Paulo está falando de nossa adoção na família de Deus. Ele está dizendo que agora somos Seus filhos e que esta adoção é tão verdadeira que o Espírito Santo testemunha ao nosso favor, afirmando o direito que temos de sermos tratados como filhos de Deus. Isso implica que Deus não deseja que nos esqueçamos de nossa identidade, somos Seus filhos. Termos a consciência constante desta nossa nova identidade ajuda-nos em nossa luta contra o pecado. Quando o pecado quer exercer seu domínio sobre nós, devemos lembrar de quem somos filhos e devemos ser santos como santo é o nosso Pai. Como filho de Deus, devo expressar Seu caráter, deve brilhar em mim Sua luz. Esquecer-me deste fato vai me levar à derrota e Deus não será glorificado.
Portanto, para se obter vitória sobre o pecado, é preciso ser sensível ao Espírito de Deus. Paulo escreveu que não devemos entristecê-lo, ao contrário, devemos fazer a sua vontade. "E Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes  selados para o dia da redenção." (Ef 4:30). Habitando em nós, Ele não nos deixa à vontade para pecar, Ele age e é preciso sermos sensíveis. Por isso Paulo escreveu: "Andai em Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne, porque a carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais porventura o que seja do vosso querer." (Gl 5:16,17). Assim, sejamos sempre sensíveis ao Espírito Santo, para que vençamos a batalha contra o pecado.
Por último, em nossa luta contra o pecado, temos a preciosa Palavra de Deus. Nosso Deus não nos envia para a batalha sem nos dar suprimento. Um soldado faminto não terá êxito. Por isso Ele nos alimenta com Seus preciosos ensinos. Não é sem motivo que Pedro escreveu que devemos desejar ardentemente, como crianças recém nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele nos seja dado o crescimento para a salvação (1Pe 2:2) . Sem os ensinos da Palavra sofreremos derrota. O crente que não tem interesse em aprender está perdendo o tempo todo. Deus deu Sua Palavra para que possamos lê-la e meditarmos nela. Não somente isto, mas também nos deu a Igreja para que possamos ser instruídos. Ele dotou pessoas com o dom do ensino que na igreja vão nos ensinar, nos admoestar, nos exortar através da Palavra. Isto vai nos dar forças para que prossigamos firmes nesta batalha.
Temos visto uma reformulação da igreja em muitos lugares. Um novo modelo surgiu no qual o ensino da Palavra de Deus tem sido substituído por outras atividades como teatros, músicas e filmes. Estas coisas não são ruins em si mesmas, mas tornam-se muito nocivas quando são colocadas como substitutas da Palavra de Deus formalmente pregada e ensinada. O método que Deus estabeleceu, no qual um fala e os outros ouvem, tem sido considerado obsoleto por muitos, e a Palavra de Deus tem perdido espaço em muitos arraiais. Paulo ordenou a Timóteo que pregasse a Palavra (2Tm 4:2). Ele deveria falar e outros ouvirem. Este é um expediente que nosso Senhor criou para que sejamos nutridos com Sua Palavra. Não rejeitemos, pois, o alimento espiritual, para que possamos estar sempre firmes em nossa luta. Certamente, sem o  envolvimento com uma igreja local que ensina com firmeza a Palavra de Deus o crente será derrotado.
Temos, portanto uma batalha para travar, porém não estamos sós. Deus tem estado conosco, tem nos dado Seu Espírito e Sua Palavra. Crentes verdadeiros estão sempre atentos, apostos como soldados vigilantes. Lembremos, portanto, que na nossa luta contra o pecado, ainda não temos resistido até ao sangue (Hb 12:4).

Por: Editora Fiel

29 de maio de 2013

Pense!


Você tem rotina?


Enquanto trabalhava em meu livro Crazy Busy, percebi o quão importante é ter ritmo em minha vida. Frequentemente aparecem coisas para fazer, e frequentemente elas parecem pior do que poderiam ser, porque não fazemos uma distinção precisa entre trabalho e descanso.
É fácil encontrar pessoas que pensam que trabalho é bom e lazer é ruim (ou seja, você descansa para trabalhar). Você também pode encontrar pessoas que pensam que lazer é bom e trabalho é ruim (ou seja, você trabalha para descansar). Mas de acordo com a Bíblia, tanto o trabalho quanto o descanso podem ser bons se são feitos para a glória de Deus. A Bíblia louva o trabalho duro (Provérbios 6:6-11; Mateus 25:14-30; 1 Tessalonicenses 2:9; 4:11-12; 2 Tessalonicenses 3:10) e também enaltece a virtude do descanso (Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 5:12-15; Salmo 127:2). Ambos têm seu lugar. A parte difícil é colocá-los em seus devidos lugares.
Muitos de nós somos menos ocupados do que pensamos, mas a vida parece constantemente opressiva porque nossos dias, semanas e anos não têm rotina. Um dos perigos da tecnologia é que o trabalho e o descanso se misturam em um mingau confuso. Nós nunca deixamos de fato o trabalho quando estamos em casa, então no dia seguinte nós temos dificuldade em retornar ao trabalho quando estamos no trabalho. Nós não temos rotina, nenhuma ordem em nossos dias. Nunca estamos completamente “ligados” e nunca totalmente “desligados”. Então ficamos ociosos no escritório passando vinte minutos no YouTube, e mais tarde checamos os e-mails por quarenta minutos na frente da TV em casa. Talvez este ajuste funcione para alguns empregadores e pode parecer libertador para muitos funcionários. Mas ao longo do tempo a maioria de nós trabalha menos efetivamente, quer seja em casa ou fora de casa, e achamos nosso trabalho menos desfrutável quando não há um intervalo regular, concentrado e deliberado.
Não muito tempo atrás, o Wall Street Journal publicou um artigo fascinante sobre o quatro vezes campeão olímpico Bernard Lagat. Natural do Quênia, mas agora cidadão dos Estados Unidos, Lagat detém sete recordes americanos de atletismo leve, entre 1.500 e 5.000 metros. De acordo com o artigo, um dos segredos de sua corrida é, na verdade, não correr. Após onze meses de intenso treinamento e competição, Lagat “guarda o tênis no armário e se empanturra de comida por cinco semanas. Sem corrida. Sem abdominais. Ele treina o time de futebol de seu filho e ganha quase 4 quilos”. Ele tira esse longo tempo de repouso todo outono desde 1999. Lagat diz que “descanso é uma coisa boa” e chama seu mês de inatividade de “puro êxtase”. Até mesmo os melhores do mundo precisam de um intervalo. De fato, eles não seriam os melhores sem um intervalo. Ociosidade não é uma mera indulgência ou vício. Ela é necessária realizar qualquer coisa.
As pessoas gostam de dizer que a vida é uma maratona, e não 100 metros rasos, mas é mais como um exercício de trilha. Nós corremos bastante, depois descansamos bastantes. Nós subimos uma colina, e depois bebemos um Gatorade. Subimos algumas escadas, depois 200 abdominais, depois 400 abdominais. No meio tempo, nós descansamos. Sem isso, nós nunca terminaríamos o exercício. Se queremos continuar prosseguindo, temos que aprender como parar. Assim como os israelitas tinham em seu calendário, nós precisamos de um tempo ocioso diário, e um descanso semanal, e tempos de refrigério ao longo do ano.
É por isso que é tão preocupante que nossas vidas estejam ficando cada vez mais sem rotina. Noite e manhã perderam sua sensação. Tudo é mesclado. A torneira está em constante goteira. A vida se torna uma indisposição, até que não possamos suportar nada mais e despenquemos para a doença, síndrome de burnout (esgotamento), ou depressão. Nós não podemos correr incessantemente e esperar que corramos muito bem.

De: Voltemos ao Evangelho 

24 de maio de 2013

Frutos do Espirito - FIDELIDADE


9 por dia: Paciência, paz, alegria, amor, domínio próprio, temperança, fidelidade, bondade, benignidade.


FIDELIDADE
Fidelidade. Assim como algumas das outras palavras que vimos na lista de Paulo, esta é uma palavra que tem um significado meio que duplo. Por um lado significa pessoas que são basicamente confiáveis, de quem se pode depender, são fieis e honestas. Mas, por outro lado, significa ser assim por um longo período de tempo no qual uma pessoa prova que é fiel por ter sido confiável não apenas por uma ocasião, mas por toda a vida.
Não há quase nenhum adjetivo que seja mais proeminente no Antigo Testamento quando se fala sobre Deus, do que “fiel”. Podemos voltar para bem no início, um dos mais antigos poemas na Bíblia está em Deuteronômio 32, e o versículo 4 descreve Deus como a Rocha, um Deus de fidelidade, sem injustiça, justo e reto. Os israelitas sabiam disso, é claro, porque em sua história, Deus havia cumprido toda promessa que já lhes fizera. Ele reconheceu-se como um Deus confiável e fiel. Então mesmo quando os israelitas estavam sofrendo o julgamento de Deus por estarem sendo necessariamente punidos por seus pecados, eles ainda sabiam que poderiam voltar para Deus em arrependimento, e Deus seria fiel à sua promessa, e os perdoaria e restauraria.
Então era possível confiar em Deus, mas e no povo de Deus? Infelizmente, frequentemente a resposta era não. E a história do Israel do Antigo Testamento é de repetida ingratidão e persistente infidelidade e traição contra o amor de Deus. Isso é algo que os profetas e as narrativas lamentam: a infidelidade de Israel.
Mas havia exceções. Havia aqueles dentro do Antigo Testamento que se provaram fieis como descrevi. Talvez o maior destes foi Moisés. De fato, o livro de Hebreus cita Números dizendo que Moisés foi fiel em toda a casa do Senhor. E eu penso que tal fidelidade de Moisés é vista de duas maneiras especiais. Primeira, ele era completamente livre de ambição pessoal. Em uma ocasião Deus disse: “Ok, vamos nos livrar desse povo e eu recomeço com você”. E Moisés disse: “Não, não, não… Não podes fazer isso. Este é o povo que livraste, este é o povo que me pediste para guiar”. Então ele não estava interessado em começar um império, ou uma nação. Ele foi fiel ao povo que Deus lhe deu. E segundo, ele era completamente livre de ciúme pessoal. Em certa ocasião houve dois homens que começaram a exercer o dom da profecia no arraial, mas fora da supervisão de Moisés. E Josué, o assistente de Moisés, chegou a Moisés e disse: “Meu senhor! Impeça-os!” Moisés olha para Josué e diz: “Está com ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta!” Como se estivesse dizendo: “Eu não me importo que Deus dê seu dom a outras pessoas”. Moisés não tinha ciúmes de sua própria autoridade ou seu exercício dos dons de Deus. Ele era fiel àquilo que Deus lhe deu para fazer.
Então seguimos para a fidelidade na vida e no ensino de Jesus e de Paulo. Jesus, é claro, era fiel, como Deus diria, em toda a casa de Deus, como Filho de Deus, ele foi fiel à tarefa que o Deus seu Pai lhe deu, ele a completou e consumou porque era a vontade de seu Pai. Você só pode de fato confiar nas pessoas onde há honestidade, transparência e responsabilidade. E uma das coisas assustadoras sobre a crise financeira global que temos passado, é essa perda de confiança. Costumava-se dizer que em um mundo bancário e financeiro, por exemplo, na cidade de Londres, a palavra de um homem é seu contrato. E agora parece que ninguém sabe se pode confiar em qualquer outra pessoa. E a desonestidade e a avareza parecem ter se espalhado como veneno por todo lugar.
Quando passamos de Jesus para Paulo, é muito interessante que Paulo era muito cauteloso com relação a essa questão de lidar com dinheiro. Paulo fez uma coleta entre os cristãos gentios na Grécia para levar aos cristãos judeus em miséria em Jerusalém. Era algo muito importante para ele, e ele escreveu muito sobre isso em 1 Coríntios 16, em Romanos 16, e em 2 Coríntios 8. Claramente era uma questão importante para ele. Paulo poderia ter dito: “Olhe, só me dê o dinheiro, eu levo para Jerusalém. Confiem em mim, eu sou um apóstolo”. E ainda assim, ele não fez isso. Mais de uma vez ele disse: “Vocês devem escolher pessoas em quem vocês confiam, homens autorizados pela igreja, e eles me acompanharão, e juntos nos responsabilizaremos por esta oferta. Mas então também há aquele segundo significado da palavra fidelidade que mencionei antes, que significa comprometimento de longo prazo, estável, confiável, por toda a vida. Comprometimento com Cristo, com as Escrituras, com o Evangelho, com a Igreja, com o chamado que Deus nos deu. Estas são as coisas que exigem fidelidade, e é isso que Paulo inclui na lista dos frutos do Espírito.
Eu amo essa lista em Romanos 16, porque ela torna toda essa questão muito pessoal. Aqui estavam homens e mulheres que Paulo amava, com quem Paulo trabalhou, alguns que poderiam estar na prisão com ele, alguns que arriscaram suas vidas por ele. E Paulo diz: “É isso que significa fidelidade, esse comprometimento de longo prazo com a obra de Deus por toda uma vida. Então no fim de sua própria vida, Paulo podia dizer aquelas famosas palavras em 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. Este é o tipo de comprometimento e fidelidade do qual Paulo, Jesus e Moisés eram modelos, e este é o tipo de fidelidade que Deus quer ver em nós enquanto buscamos produzir os frutos do Espírito.

Por: Chris Wright. © Copyright The Langham Partnership. Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Website: http://www.9aday.org.uk/

27 de abril de 2013

CUIDE DA SUA ALMA! ELA NECESSITA DE DEUS!

O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura. 
1 Timóteo 4:8

A MORTE PARA NÓS E A VIDA ETERNA!